Por motivos de força maior, vou ficar uns tempos sem atualizar este espaço, não sei quantos dias. Então, resolvi deixar aqui o cartaz de um show de rock que vai acontecer no dia 4 de fevereiro, no Clube dos oficiais, por apenas cinco reais. Shows das bandas Rústica, Dogma Zero, Exkaamos, Lépton e Idagha. Vale a pena comparecer. Eu vou... Diz que vai também, diz? Aí vai o cartaz:

Também quero deixar aqui uma lista de coisas que estou vendendo, caso se interesse... Mande e-mail para alexandrecavarzan@gmail.com

- Discman com mp3, Philips
- Coleção de cartões telefônicos (mais de mil cartões)
- Game Boy Pocket, mais 3 fitas

 

Obrigado, hehe!


Escrito por Carlos Alexandre às 22h07 [ ]
[ envie esta mensagem ]

 



É atualíssimo o texto a seguir, que escrevi há pouco mais de um ano:

Reticências

Tudo não passou de um sonho. Agora eu vejo isso. O sonho era bom, perfeito: momentos felizes, que me fizeram acreditar no inacreditável.

Eu lembro que no sonho eu tentava ser mais do que eu podia ser. Eu fazia o possível e o impossível; eu era especial, eu era alguém. Mas tudo isso era a mais bela das fantasias...

Eu lembro que no sonho eu, muitas vezes, ouvia coisas que queria ouvir, mas que nunca tive a oportunidade (só mesmo em sonho pra ela acontecer). Lembro que às vezes eu quase acordava: eram aqueles barulhos que insistem em nos acordar de um sono; eram os momentos em que eu ouvia o que não queria.

Mas tudo parecia se encaminhar finalmente pra mim. Tudo estava indo tão bem. Eu havia encontrado a graça de viver... E assim eu pensava que sairia de uma vez por todas da monotonia e que, tão logo, bateria à porta da alegria com a certeza de que ela gritaria não mais para que eu voltasse outro dia, mas sim pra que eu finalmente entrasse para sempre...

É tudo assim mesmo: reticências... É tudo reticências quando algo é mal-resolvido, quando algo apenas começa e fica por esperar que haja continuidade. Meu sonho, meu grande e melhor sonho, terminou em reticências... Acordaram-me da pior maneira possível, derrubando-me da cama que aumentara em altura de acordo com a minha ascensão diante da felicidade. Derrubaram-me de uma altura incalculável, no momento em que eu mais queria continuar sonhando. E não foi apenas um barulho no meio da noite.

Tudo não passou de um sonho. Volto à realidade vegetando pelos quatro cantos do mundo, imundo. Volto à realidade improvisando sorrisos aos rostos mais queridos. Fantasias já não me servem mais. Agora, colho flores tensas e ilumino a estrada de meus olhos sem brilho. E vou tentando não lembrar que sonhei: algo impossível de ser feito. O que me espera eu não sei... são reticências! Simplesmente não acredito mais naquilo que é o ridículo da vida: o amor.


Escrito por Carlos Alexandre às 03h15 [ ]
[ envie esta mensagem ]

 




[ ver mensagens anteriores ]